quarta-feira, 26 de abril de 2017

Bolo de Bolacha (Trilogia 172)

Mesmo não sendo grande fã de piqueniques, fui eu a dizer ao Amândio e ao Luís o tema desta  172ª semana: «Meti na cesta um(a)...».
Numa viagem ao passado, relembrei o famoso bolo de bolacha que estava sempre presente nos cestos de piqueniques de quando éramos catraios... e fazíamos piqueniques!


Preparei uma chávena grande de café, adocei-o e deixei-o arrefecer.
Numa taça, bati 200 g de açúcar com 250 g de manteiga sem sal e 4 gemas de ovos até obter um creme fofo e homogéneo.


Molhei as bolachas no café quase frio e dispus num prato. fazendo um formato de flor.
Barrei as bolachas com o creme de manteiga e, sobre ele coloquei outra camada de bolachas embebidas no café.
Fui sobrepondo camadas de bolachas alternando com creme (usei 2 pacotes de bolachas).
Por fim cobri com o creme de manteiga.


Levei ao frigorífico de um dia para o outro para o creme endurecer.
Decorei com metades de morangos. 




quarta-feira, 19 de abril de 2017

Espetadas de Morangos (Trilogia 171)

O Amândio quis recordar os verões das nossas infâncias e lançou como tema desta 171ª um pregão que nos enchia as almas de frescura na praia e não só:
É fruta ou chocolate?
Claro que juntar os 2 sabores se transformou rapidamente numa deliciosa tentação... para mim e para o Luís.


1 - enfiei morangos maduros, mas firmes, em paus de espetadas.


2 - derreti 100 g de chocolate de barra e misturei-lhe 3 colheres de sopa de natas.
3 - mexi muito bem até conseguir uma mistura lisa e brilhante,


4 - coloquei os pauzinhos de espetadas com os morangos num prato fundo, de modo a que os morangos ficassem suspensos.
5 - deitei, sobre os morangos, colheradas do creme de chocolate.
6 - sem mover os paus de espetadas, levei o prato ao frigorífico durante umas horas para o creme de chocolate endurecer.


7 - comer e lambuzar-se...

quarta-feira, 12 de abril de 2017

(Uma) Canja de Galinha (Trilogia 170)

Fui eu quem pediu um tema «soft» ao Luís esta semana.
Por isso, o Amândio e eu levámos com o «Português Suave».
Fiz uma canja que é suave para os doentes, mas forte para os alimentar e os fazer arrebitar.


1 - Cozi um quarto de galinha, meio chouriço, 2 cebolas novas e 2 cenouras em água temperada com sal, uns grãos de pimenta e 3 cabeças de cravinho.
2 - Escorri e deixei arrefecer.


3 - Desfiei a galinha (tirei a pele e os ossos). cortei o chouriço e as cenouras em rodelas e as cebolas em pedacinhos.
4 - Levei o caldo ao lume e deixei cozer meio pacote de massinhas e 6 ovinhos da galinha.


5 - Juntei tudo, deixei ferver mais 3 minutos e servi com hortelã.



quarta-feira, 5 de abril de 2017

Ervilhas com Chouriço e Ovos Escalfados (Trilogia 169)

Nesta trilogia 169 coube-me a mim dizer o tema aos parceiros desta aventura. 
E disse: «O porquinho foi à horta... e eu também.».
O Luís contou uma história à maneira e o Amândio ainda não sei, que a horta dele fica mais longe e demora mais tempo a regressar...


Há muito, muito tempo, era eu uma criança da cidade com 5 anos, estava na aldeia e mandaram-me à horta apanhar 2 alfaces para o jantar.
E lá fui eu armada de cestinho e tudo...
Quando cheguei à horta e vi as filas de alfaces, deu-me pena de arrancar duas.
Então (para não estragar), tirei uma folha a cada uma das alfaces. 
Claro que levei um raspanete pela longa demora, mas claro que também arranquei gargalhadas e sorrisos...

Hoje nem houve salada de alface, para não ter verde a mais.
Trouxe ervilhas frescas, cebolas novas e salsa da horta.
O porquinho, esse para não ser abelhudo, virou chouriço.

1 - Cobri o fundo de um tacho com azeite.
2 - Nele deitei 3 dentes de alho esmagados e 2 cebolonas novas (com rama verde) em pedaços.
3 - Deixei rebolar um pouco.
4 - Juntei rodelas de chouriço e deixei que todos  se conhecessem sobre lume brando, para não fritar.
5 - Deitei 500 g de ervilhas frescas descascadas, meio copo de vinho branco, sal e pimenta  e deixei-as estufar por cerca de 25 minutos.
6 - Verifiquei a cozedura das ervilhas e juntei 1 copo de ãgua.
7 - Quando ferveu, escalfei 6 ovos e polvilhei abundantemente com salsa cortada.



Quase  tudo verde!!!!...

quarta-feira, 29 de março de 2017

Hambúrguer em Bolo do Caco (Trilogia 168)

Nesta semana o Amândio mandou-nos fazer uma sandocha.
Dei por mim, na padaria a comprar bolo do caco e a pensar que o Luís haveria de fazer um pão delicioso.
Claro que não me enganei...


1 - abri ao meio  o bolo do caco e besuntei-o com manteiga.
2 - sobre a manteiga coloquei uma folha de alface, lavada e enxuta.
3 - entretanto grelhei um hambúrguer de vaca dos dois lados.
4 - aqueci uma rodela de ananás no grelhador.
5 - coloquei o hambúrguer grelhado sobre a alface e, sobre este, dispus a rodela de ananás aquecida.
6 - no buraco da rodela de ananás coloquei um cubo de queijo de Azeitão e barrei tudo com maionese.
7 - finalmente coloquei a tampa do bolo do caco e servi, assim quentinho.


Ficou a sandocha perfeita pata um jantar de domingo... 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Tigelada (Trilogia 167)

Esta 167ª trilogia foi comandada pelo Luís que nos disse «Comeres daqui e dali»...
Saiu uma tri completa com um prato de outros do mar (do Amândio), um prato de carne (do Luís) e, por fim, a minha sobremesa...

A Tigelada é dali, da Beira Baixa, mas come-se por aqui com muito agrado!


Untei um tacho de barro com azeite e levei-o ao forno bem quente.
Entretanto, bati com 1 colher de pau, 7 ovos com 500 g de açúcar amarelo, 1 colher de sopa de mel e a raspa da casca de 1 limão.


De seguida, juntei 2 colheres de sopa mal cheias de farinha e envolvi muito bem 1 litro de leite.
Sem retirar o tacho quente do forno e, com a ajuda de uma concha, deitei-lhe a mistura.


Deixei cozer até ficar com a consistência de pudim  (cerca de 40 minutos).


Servi, cortado em fatias, em tacinhas de barro.


quarta-feira, 15 de março de 2017

Açorda de Camarão (Trilogia 166)

Bem sei que disse ao Amândio e ao Luís que «Quem vai ao mar, arranja jantar...» ... mas eu fiquei-me por uma visita à peixaria. 


Comecei por cortar uma tampa e escavar o interior de um pão alentejano  (com 2 dias) com a ajuda de uma colher e de uma faca afiada.





Entretanto cozi uns camarões e reservei 3.
Descasquei os restantes e usei as cascas e as cabeças para enriquecer o sabor do caldo de cozer os camarões (deixei-os ferver durante cerca de meia hora e depois coei o caldo).
Reservei-o também.
Cobri o fundo de um tacho com azeite e nele deitei uma malagueta seca e uns 5 dentes de alho picados.
Quando ficaram bem quentes fui juntando o miolo do pão e a água de cozer o camarão até conseguir um creme consistente, ao qual juntei os camarões descascados.
Envolvi 3 gemas de ovos batidas e uns pés de coentros picados.
Coloquei dentro do pão e enfeitei com os 3 camarões reservados e com mais coentros picados.


Servi de imediato, usando o próprio pão.




quarta-feira, 8 de março de 2017

Bolo de Atum (Trilogia 165)

Quando o Amândio disse »Conservas engalanadas» fiquei a pensar, como disse o Luís, em latas de atum e também em latas de sardinhas.
Por ser mais consensual (cá por casa) optei por atum... e também usei azeitonas de conserva descaroçadas.


Comecei por esfiapar uma lata de atum com a ajuda de um garfo.
Também cortei em rodelinhas metade  das azeitonas verdes sem caroço de um frasco.
Reservei.
Bati 2 ovos com 1 chávena (de chá) de leite e 1 dl de azeite.
Mexi bem.
Finalmente juntei 2 chávenas de farinha e 1 colher de sobremesa de fermento.
Envolvi muito bem até ter uma massa lisa sem grumos.
Juntei à massa quase todas as rodelinhas de azeitonas verdes e envolvi-as.


Deitei metade desta massa numa forma retangular previamente untada com manteiga e polvilhada com farinha.
Coloquei o atum esfiapado e misturado com 1 dente de alho picado e sobre ele a restante massa.
Sobre a massa deitei as restantes rodelinhas de azeitonas.


Levei ao forno por cerca de 30 minutos, a 180º C.
Verifiquei a cozedura com um palito.


Deixei arrefecer, desenformei e servi com uma salada verde.


Na próxima vez coloco mais atum... umas 2 ou mesmo 3 latas.


quarta-feira, 1 de março de 2017

Caril de Camarão e Maçã Verde (Trilogia 164)

Quando o Luís disse, ao Amândio e a mim, o tema desta 4ª- feira, «África - do Atlas à Boa Esperança», pensei que estava bem tramada... é que eu e a cozinha africana não nos temos cruzado muitas vezes!
Tenho apenas duas boas referências: a D. Luísa (Moçambique) e a D. Albertina (Cabo Verde) e foi nelas que me inspirei...


Comecei por descascar os camarões, deixando-lhes só a cauda.
Temperei-os com sal, pimenta e um pouco de caril.
Reservei-os.
Alourei uma cebola picada em 100 g de manteiga. Temperei com sal, pimenta e 1 colher de sopa de caril.
Deixei rebolar um pouco e juntei os camarões descascados, 1 maçã verde e grandona cortada em cubos com a casca e 3 dl de leite de coco.
Envolvi todos e deixei sobre lume brando cerca de 10 minutos.


Cozi arroz com água e sal e temperei com 50 g de manteiga.
Coloquei-o numa forma de bolo com buraco e calquei-o com uma colher.
Desenformei.


Servi os camarões, a maçã e o molho de caril dentro  da coroa de arroz.



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Quindim (Trilogia 163)

Desta vez fui eu quem disse ao Amândio e ao Luís que «Já fui ao Brasil...».
Não interessa se já fui ou não, já que esta é uma forma divertida e confortável de viajar.
Fiz um quindim de «comer e chorar por mais...»...


Primeiro derreti 200 g de manteiga e reservei.
Juntei 9 gemas de ovos e 3 ovos inteiros a 500 g de açúcar batendo com uma colher de pau até conseguir um creme.


Juntei 200 g de coco ralado, os 200 g de manteiga derretida e 3 colheres de sopa de leite.
Continuei a bater com a colher de pau.


Untei uma forma com manteiga e deitei nela a massa.


Levei ao forno, em banho-maria, cerca de 30 minutos, a 180º C.
Tirei do forno, desenformei e levei umas horas ao frigorífico antes de servir.


Delicioso!!!!
Podia ter guardado um pouquinho de coco ralado para espalhar sobre o pudim quando desenformado.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Açorda com Ovos Escalfados (Trilogia 162)

O Amândio disse: "Economia a todo o custo sem poupar na qualidade da comida" e eu e o Luís tivemos que nos «desembrulhar»...
Há quem lhe chame alentejana, mas não me atrevi…
Económica é, deliciosa também e nada de poupar na qualidade da comida…


Comecei por cortar um pão alentejano (dos cabeçudos), da véspera. em fatias de tamanho médio.
Depois escalfei 6 ovos, em água ligeiramente acidulada com vinagre.
Reservei-os.
Cortei 3 dentes de alho (grandóes) e um molho de coentros para dentro de um almofariz.
Juntei-lhes 1 colher de sopa de sal grosso.
 Pisei-os até ficarem reduzidos a uma pasta.


Deitei esta pasta numa terrina e reguei com 6 colheres de sopa de azeite. 
Molhei com 1.5 l de água a ferver, mexendo para dissolver a papa de coentros.
Finalmente introduzi as fatias de pão, esperando uns minutos para que ficassem embebidas no caldo.


Por cima, coloquei os 6 ovos escalfados.
Servi bem quente.



domingo, 12 de fevereiro de 2017

Galo de Cabidela

Depois de andar em altas pesquisas, ter consultado o Outras Comidas e o Garficopo (como não podia deixar de ser…), saiu-me  esta deliciosa cabidela…


Na véspera, preparei uma marinada com meio litro de vinho tinto, sal e pimenta, 3 dentes de alhos esborrachados, 3 cravinhos e 2 folhas de louro partidas.
Deixei meio galo, partido em pedaços, a embebedar-se com estes aromas toda a noite.
No dia, cobri o fundo de um tacho com azeite, deitei-lhe 2 dentes de alho esmagados, 1 malagueta seca aberta ao meio, 1 cebola roxa picada e uns cubinhos de barriga fumada.
Deixei a cebola murchar e juntei os pedaços de galo escorridos da marinada.
Selei-os, juntei a marinada e ficou a estufar em lume brando, perto de 2 horas.
Verifiquei a cozedura dos pedaços de galo com a espetadela de 1 garfo.

Juntei, então, arroz carolino (1 chávena de café por pessoa - 3 chávenas), 9 chávenas iguais de água quente, mexi e deixei cozer cerca de 7 minutos.
Passado esse tempo deitei o conteúdo de uma saqueta de sangue, coada num passador (o sangue esteve congelado e quis evitar grumos) e deixei-o acabar de cozer.


Servi antes que o arroz secasse, com uma salada verde.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Bolo de Laranja (Trilogia 161)

Foi o Luís quem propôs:
«Com papas e Bolos…», nesta 161ª trilogia das quartas-feiras. 
O Amândio e eu escolhemos fazer bolos (para enganar os tolos?... ná!)

Bati 200g de manteiga (à temperatura ambiente) com 250 g de açúcar até obter um creme.
Juntei 5 gemas de ovos (uma de cada vez), envolvendo-as no creme.
Misturei a raspa de 1 laranja e 250 g de farinha, alternando com o sumo da mesma laranja.
Envolvi as 5 claras batidas em castelo e, finalmente, 2 colheres (de café) de fermento.


Levei ao forno em forma untada de manteiga e polvilhada com farinha por cerca de 40 minutos a 180º C.


Desenformei e cobri-o com 100 g de chocolate de barra derretidos ao lume com 1 pacote de natas.


Levei-o umas horas ao frigorífico para a cobertura endurecer.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Bifes de Frango com Mel e Limão (Trilogia 160)

Não é nenhuma mezinha para curar gripes ou constipações…
É só a 160ª trilogia com tema proposto ao Amândio e ao Luís por mim: «Açúcar, Mel e Compota».
Até agora comprova-se a teoria de que somos os 3 mais salgados do que doces…

Eu fiz uns simples bifes de frango.


Temperei os bifes de frango com sal.
Num pirex, com o fundo coberto de azeite, coloquei uma malagueta seca e alhos picados.
Levei ao lume a aquecer, sem deixar ferver.
Numa tacinha misturei o sumo de 1 limão com 1 colher de sopa de mostarda e 2 colheres de sopa de mel e misturei bem.
Juntei esta mistura com o azeite aquecido, envolvi e mergulhei nela os bifes de frango.
Deixei-os ficar a marinar cerca de 30 minutos, virando-os a meio do tempo.


Levei-os ao forno por 25 minutos.
Virei-os nos últimos 10 minutos.


Acompanhei com batatas fritas e uma salada verde.