sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Lulas em Coroa de Arroz

Estas lulas são bem diferentes das que apresentei aqui, em tempos que já lá vão...


Coloquei azeite no fundo do tacho de barro, 2 dentes de alhos esmagados e 1 cebola roxa em meias luas.
Quando o azeite aqueceu juntei uns cubinhos de bacon.
Deixei fritar um pouco.


Depois foi a vez das senhoras donas lulas, arranjadas e cortadas em anéis.
Juntei 1 lata de leite de coco, em que dissolvi 1 colher de chá de caril em pó.
Envolvi bem e deixei que as lulas ficassem tenras, sobre lume brando.


Entretanto, cozi arroz em água e sal.
Escorri-o bem e arrumei-o dentro de uma forma, calcando bem com uma colher.


Depois desenformei, com cuidado, para 1 prato.


Preenchi o centro da coroa de arroz com as lulas e coloquei as restantes em volta da mesma.
Já no prato, salpiquei com coentros frescos cortados.


Saiu um almoço real (só por causa da coroa, lol!) em dia de cimeira...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Açorda de Bacalhau (Trilogia 2)

De pão, bacalhau, azeite, alhos e coentros se fez esta trilogia 2, cujo tema foi proposto pelo Luís.
Simples mas deliciosa, nada de especial mas capaz de evocar memórias bem guardadas, com pão desfeito ou às fatias, com ou sem ovo, mas sempre, sempre com coentros...


Cobri generosamente o fundo do tacho de barro com azeite e juntei dentes de alho esmagados.


Quando o azeite aqueceu, juntei 1 tomate, maduro mas firme, cortado em pedacinhos e 1 molho de coentros picados.
Deixei que se conhecessem por uns minutos, sobre lume brando.


Entretanto, escaldei 1 posta grandona e demolhada de bacalhau, em água a ferver, durante uns minutos.
Limpei-a de peles e espinhas e fi-la em lascas.
Juntei-as no tacho de barro e envolvi tudo.


Cortei fatias de 1 pão de Mafra que comprei há 3 dias.
Coloquei as fatias de pão num prato grande e fundo.


Deixei o bacalhau fritar um pouco no azeite e...
fui escalfando 2 ovos,  na mesma água em que escaldei o bacalhau.


Apanhei os ovos escalfados com uma espumadeira e deitei a água, por um passador, sobre o bacalhau.
Deixei retomar a fervura e...


...deitei tudo sobre as fatias de pão.
Esperei uns minutos para as fatias de pão amolecerem e embeberem o caldo de bacalhau.
Juntei os ovos e salpiquei com mais coentros picados.


Agora vou a correr espreitar a do Amândio e a do Luís...
Tenho um palpite que me diz que poderão ser tudo, menos banais !!!
Será ???????


sábado, 13 de novembro de 2010

Calamares à ElePontes

Tomei a liberdade de os chamar assim, porque para mim é o que são...
Foram os primeiros que fiz sem salpicar mãos e cara com óleo, sem ficar com a cozinha num chavascal e que resultaram surpreendentemente deliciosos, graças a algumas dicas que recebi simpaticamente deste amigo!


Comprei lulas frescas, que a Maria arranjou, mas sem lhes tirar a pele.


Cortei-as em anéis largos (cerca de 5 ou 6) e os tentáculos ao meio.
Mergulhei os anéis em água a ferver, durante 10 segundos e, em seguida, passei-os por água bem fria.


Com a ajuda de um pau de espetadas, mergulhei, um anel de cada vez, em clara de ovo.


Sempre com a ajuda do espeto, passei por farinha.


Finalmente, passei-os em ovos batidos.


Finalmente foi só fritar em óleo bem quente e escorrer bem.


Salpiquei com sal fino e borrifei com gotas de sumo de limão.
Acompanhei com arroz de cenouras e ervilhas.


Lindos, não são?
Garanto que foram os melhores que comi até hoje...
Obrigada Luís!


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Leite Creme (Trilogia 1)

Há boas ideias que saltam como as bolas de ping pong: nascem para cima do Douro,  descem até ao Tejo (passando por aqui) e resultam deliciosas, quer pelo resultado quer pelo espírito generoso de partilha...


Levei 1 litro de leite ao lume (mentira, do litro de leite retirei 1 copo que reservei).
Juntei 2 paus de canela e a casca fininha de 1 limão.
Deixei aquecer bem (quase até ferver).


Entretanto, num tacho, misturei 9 colheres de sopa de açúcar com 2 colheres de sopa de amido de milho (Maizena).
Juntei 10 gemas de ovos.


Misturei bem, com a colher de pau.
Juntei o copo de leite frio e mexi bem.


Levei ao lume mais baixinho do fogão e deitei, a pouco e pouco, o leite quente, mexendo sempre.


Deixei sobre o lume, até engrossar, sem parar de mexer.


Deitei o creme numa travessa e deixei-o arrefecer.
Polvilhei com açúcar e queimei-o, de seguida, com o ferro eléctrico que a colega Cris fez o favor de me emprestar (lol!). 


Este é o prato que me está a fazer companhia enquanto escrevo este post.

Como somos todos 3 diferentes, menos no gosto pela cozinha, o meu percurso na pesquisa desta fantástica receita foi baseado em perguntas e respostas, comparações de experiências e conclusões...
Obrigada a todos(as) os(as) simpáticos(as) que me ajudaram!
Fico à espera de nova proposta!!!!


domingo, 7 de novembro de 2010

Feijoada de Coelho


Chegou a minha vez de experimentar a feijoada de coelho.
As fontes onde bebi ideias foram esta aqui e ainda outra...
É como dizem: cada cozinha tem a sua feijoada e esta é a minha (de coelho...)! 
Na véspera, coloquei o coelho,  partido em pedaços, a marinar em vinho branco, temperado com sal, pimenta, alhos às rodelinhas e pimentão doce.
Deixei também, toda a noite, feijão catarino de molho.
No dia, cobri o fundo do tacho de barro com azeite.

Juntei 3 dentes de alho esmagados, 1 cebola grande cortada em meias luas, 2 cenouras em rodelas e meio pimento vermelho em tiras largas.

Deixei-os rebolar-se no azeite quente.

Entretanto, cozi o feijão catarino, na panela de pressão, com água, sal, 1 folha de louro e 1 cebolinha.
Juntei, então, rodelas de meio chouriço.
 
Deitei os pedaços de coelho com a respectiva marinada e envolvi tudo.
Tapei o tacho, baixei o lume e deixei estufar, durante cerca de 40 minutos, até a carne do coelho ficar tenra.
Juntei então o feijão cozido, assim como 2 conchas de água da cozedura.
Envolvi tudo e deixei apurar uns minutos.
Salpiquei com salsa picada. 
O feijão catarino, que eu nunca  tinha usado em feijoadas, portou-se muito bem, mesmo ainda melhor que o seu primo branco e nada pior que o manteiga...
Resultou numa feijoada saborosa e cremosa, a que ninguém conseguiu resistir!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Costeletas Terra e Mar

Ainda vai haver quem ache que eu andei a limpar as prateleiras do frigorífico, mas nem foi...
Saíram de improviso, sem mais nem menos!


No fundo da frigideira larga, coloquei 1 fio de azeite e 3 costeletas temperadas com sal, pimenta preta e 2 dentes de alho em rodelinhas.
Deixei fritar de um lado e virei-as.
Então juntei, ao lado, 3 grupos:
cogumelos frescos fatiados,
chouriço às rodelas
e miolo de camarão.
Polvilhei com salsa cortada.


Deixei acabar de fritar, do outro lado.


E já estão!  
O P disse que para ficarem com cara de Ana, devia ter colocado cubos de ananás...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Galinha Estufada em Vinho Tinto

Era uma galinha tão grandalhona, que só metade veio à festa para a qual foi convidada pela panela de pressão (PP para os amigos)...

Cobri o fundo da panela de pressão com azeite e 1 colher  de sopa de banha.
Juntei dentes de alho esmagados (conselhos de quem percebe...).


Rebolei a metade da galinha, cortada em pedaços, na gordura quente.
Salpiquei com sal, pimenta preta moída e uns pozinhos de pimentão doce.
Então, juntei meia dúzia de cebolinhas e  deixei durante uns minutos, sobre lume médio.


Cobri a galinha com um copo bem grande de vinho tinto e deixei cozinhar durante 45 minutos, com a panela coberta com uma tampa normal, sem pressão.


Depois, juntei 3 cenouras grandes, cortadas em rodelas e cogumelos frescos, pelados.
Deixei apurar por mais 15 minutos, com a panela destapada, sobre lume brando.
Salpiquei com salsa picada e acompanhei com batatas fritas.

A galinha ficou com uma bela cor e tenra, sem ser mole...
A panela provou que nem só à pressão, sabe fazer valer os seus méritos, mesmo quando a dona pensa uma coisa e depois faz outra...


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Assado Lento de Porco (Round 3)

Esperei pelo dia de hoje para ir ao 3º round do assado lento... 
Por ser feriado e ter todo o tempo do mundo (lol!).

Escolhi um pedaço de lombo com osso.
Coloquei-o no tabuleiro de barro.
Numa taça, misturei 2 colheres de sopa de banha amolecida, 1 colher de sopa de massa de pimentão, 1 colher de sal grosso, 1 de alhos picados e outra de pimenta preta moída.
Barrei todo o lombo com esta mistura.
Em volta, coloquei batatas inteiras ou cortadas ao meio.
Salpiquei-as com pedrinhas de sal.
Levei ao forno pouco menos que médio durante 4 horas.
Fui regando a carne com o molho que se formou.

Por essa altura juntei, no tabuleiro, castanhas congeladas e subi a temperatura do forno, durante mais 45 minutos.
Por fim, dei uma mexidela nas castanhas, para as voltar e deixar mergulhar no molho e deixei mais 15 minutos, com o forno bem mais quente.
Fatiei a carne e servi, bem quente, com as batatas e as castanhas, que desta vez ficaram perfeitas.
A carne do lombo é um bocadito seca, mas perdoa-se-lhe o facto, por ter ficado tão tenra e saborosa...