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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

(Uma) Alcatra dos Açores (Trilogia 150)

Nesta 150ª semana trilógica, sempre como parceira  do Amândio e do Luís o tema é Açores.
Fiz uma alcatra sem alguidar...


Untei um tacho de barro com banha.
Deitei-lhe cubos de carne de vaca, rodelas de 2 cebolas, 100 g de bacon aos quadradinhos, 3 cravinhos, uma folha de louro partida ao meio e, ao centro, um pau de canela.
Juntei uns grãos de pimenta, 1 colher de sopa da massa de malagueta, uma pitada de sal e uns borrifos de vinagre branco.
Cobri a carne com vinho branco e espalhei umas 50 g de manteiga em pedacinhos.
Tapei  o tacho com folha de alumínio e levei ao forno (200ºC) por pouco mais de 1 hora.


No fim desse tempo, eliminei a folha de alumínio e levei de novo ao forno para a carne dourar.


Servi bem quente, com batatas fritas em azeite, para grande contentamento do povo....



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Sericaia (Trilogia 105)

Foi o Luís quem disse Alentejo, o que me fez logo pensar na sericaia.
Há quem diga que este doce fofo, com aroma de canela, é oriundo do Brasil e quem diga que é da Índia.
Foram as freiras do convento de Elvas e Vila Viçosa quem o tornou uma tradição alentejana.
Desta vez não faço ideia nenhuma do que virá do norte, pelas mãos do Amândio...


Levei meio litro de leite com um pau de canela, uma casca de limão e uma pitada de sal, ao lume, para ferver.
Deixei-o arrefecer.


Entretanto, bati 6 gemas de ovos com 250 g de açúcar, até obter um creme fofo e esbranquiçado.


Num tacho, aos poucos, misturei 6 colheres de sopa rasas de farinha com o leite, mexendo muito bem.
Juntei o creme de gemas e açúcar.


Levei a engrossar em lume brando mexendo frequentemente.
Retirei a casca de limão e o pau de canela e deixei arrefecer.


Bati as 6 claras em castelo e envolvi-as cuidadosamente no creme.
No tabuleiro de barro, untado com manteiga, fui deitando colheradas do preparado desencontradas: uma no sentido transversal e outra no sentido longitudinal.


Polvilhei abundantemente com canela e levei ao forno quente.


A sericaia cresceu e abriu fendas, como deve ser neste doce de forno.
Deixei arrefecer.


Em Elvas, este doce, é servido com as famosas ameixas da região...
Mas não deixa de ser uma bela sericaia quando não as tem.



quarta-feira, 9 de maio de 2012

Entrecosto no Forno com Canela (Trilogia 79)

A canela é a senhora escolhida esta semana para a trilogia semanal com o Amândio e o Luís.
Experimentei este entrecosto, nada consensual, mas estrondoso de sabores, na minha opinião... 


Duas horas antes de o meter no forno, coloquei um pedação de entrecosto, cortado em tiras não separadas no tabuleiro de barro untado com azeite.
Temperei-o com sal, 5 dentes de alho laminados, 2 folhas de louro partida, raspas de meio limão, de uma laranja e de uma lima.
Reguei-o com os sumos dos citrinos referidos e juntei 3 paus de canela.


2 horas depois levei o tabuleiro ao forno onde ficou cerca de 1 hora e meia.
Acompanhei este entrecosto perfumado com arroz branco.


Quando pensar em canela não vão ser só os maravilhosos pastéis de Belém que me subirão às ideias...